20/10/2005 Planos…

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Planos…

Na primavera

Fazer uma coroa de flores e correr pela casa

Conversar com os sapos e as lagartixas

Brincar como criança nos campos

E jogar cartas com o Chapeleiro Maluco

No verão

Desenhar sóis na areia da praia

Pintar quadros com muitas cores

Dançar em volta da fogueira em noites de Lua

E voar com Petter Pan no final da tarde

No outono

Decorar a casa com muito amarelo e vermelho

Pendurar guirlandas de folhas nas portas

Tomar chá na varanda ao pôr-do-sol

E apostar corrida com o Barão de Munchausen

No inverno

Escrever poesias tomando chocolate quente

Ouvir histórias antigas, sentada ao pé da lareira

Contar estrelas somente por distração

E dançar valsa com o Conde Drácula

Quando acordar

Encher a vida de sonhos

Transformar tudo em poesia

E ver felicidade refletida no espelho

by me

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18/10/2005 Então, vamos falar de coisas boas!

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Tudo na vida tem o seu lado bom! Há quanto tempo eu não dizia essa frase, não? Mas é a mais pura e simples verdade do mundo. Tudo, tudinho mesmo, tem o seu lado bom.

No dia 15 de outubro comemora-se o dia do professor. Eu, como professora “antenadíssima” que sou, sequer me lembrava deste fato no dia anterior, porque era uma sexta-feira e eu não pude trabalhar por motivo de doença, e esqueci dele ainda no dito feriado, pois não pude participar do almoço que as freiras ofereceram para os professores, por motivo de… doença! No domingo então, eu nem me recordava que sábado tinha sido feriado.

Na segunda-feira, dia terrivelmente ensolarado e quente, a professora de informática aqui – que, depois de ver seu corpo repleto de manchas vermelhas assustadoras que aumentavam cada vez mais com o calor, tomou a sábia decisão de parar de usar calça jeans – vestiu sua levíssima saia rendada lilás, uma blusinha de linha azul, calçou a sandália macia e confortável e foi trabalhar, cabelos agitados pela suave brisa da manhã e cabeça despreocupada com as 9, sim NOVE aulas do dia ainda por vir.

As aulas da manhã passam sempre mais rápido do que a gente calcula e logo estava eu passando meu cartão de ponto na maquininha novamente, registrando minha chegada exatamente 13:00h da tarde, sob olhares espantados dos que nunca tinham me visto encaixada numa saia antes.

Passadas as aulas do CA e da Terceira Série, vou buscar o Jardim I na sala e meu ego é fortemente irrigado com um comentário puro e inocente de uma guriazinha de uns 3 anos: “Tia Carla, você ta tão bonita hoje!”. Eu adoro comentários (bons ou ruins) de crianças do Jardim, porque são sempre sinceros. Na aula do Jardim II, fui regada de flores das meninas que, sem nem disfarçar, dividiram um cacho de buganvílias em várias florezinhas e me entregaram como se aquilo fosse o melhor presente do mundo! E de fato, é!

Quando finalmente recebi a turma da primeira série para a última aula do dia, fui abraçada e beijada quase que num “montinho” de crianças e ainda ganhei vários presentes daquelas coisinhas adoravelmente bagunceiras!

Conclusão: Realmente tudo tem seu lado bom. Porque ser professora, ralar de 7h da manhã até 17:30h da tarde, ganhar menos do que queria e muito menos do que merecia, ser considerada velha aos 23 anos de idade e ainda fazer o trabalho de cinco pessoas no tempo de uma, é definitivamente compensado pelos dois meses de férias anuais, folgas, recessos, dias santos e, principalmente, pelo reconhecimento das crianças!

Ninguém quer ser parado na rua com uma pequena multidão de crianças gritando “Tia! Tia! Tia!” em volta de si, mas um professor se enche de orgulho quando isso acontece!

Alice no País das Maravilhas…

“Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e “para que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”

Então, ela pensava consigo mesma (tão bem quanto era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e estúpida) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.

Não havia nada de muito especial nisso, também Alice não achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo “Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!” (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete, e olhou para ele, apressando-se a seguir, Alice pôs-se em pé e lhe passou a idéia pela mente como um relâmpago, que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca.

No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair dali.

A toca do coelho dava diretamente em um túnel, e então aprofundava-se repentinamente. Tão repentinamente que Alice não teve um momento sequer para pensar antes de já se encontrar caindo no que parecia ser bastante fundo…”

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16/10/2005 Sim ou não?

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Então? Já se decidiram em que vão votar?

Não vou enganar a ninguém! Acho tudo isso uma grande palhaçada! Toda essa votação, essa discussão… Pessoas a favor das armas, pessoas contra.

Eu, pessoalmente, acho que nem mesmo devia haver algum tipo de votação nesse sentido! É uma grande besteira!

Se fosse possível, por um passe de mágica, eliminar todas as armas existentes no universo, eu votaria na mágica e a usaria com muita pompa, porque se é pra não ter armas, melhor que ninguém tenha e assim sim teremos um mundo mais seguro e mais pacífico (apesar de que o ser humano sempre encontra um meio de proliferar a discórdia de maneira violenta). Mas tornar as armas uma coisa ilegal não vai mudar nada, porque bandido vai ter armas sendo isso ilegal ou não. Desde o início eu já achava que se o bandido tiver certeza de que eu não possuo uma arma em casa, me torna muito mais vulnerável do que a incerteza disso. Pouco tempo depois descobri que existe uma propaganda na televisão falando a mesma coisa. Não to nem aí pro que diz a TV e menos ainda para a tal propaganda. Só acho que mobilizar toda uma população para votar em algo desse tipo é mais uma prova de um povo enganado e influenciado por aqueles que controlam o país. Enquanto todos só falam do tal plebiscito, aqueles sanguessugas do governo “enfiam” a mão em nossos bolsos e nós nem notamos nada disso…

Vou perder um domingo de descanso tentando fazer senhores e senhoras de mais de 50 anos entenderem pelo quê estão torrando suas cabeças no sol, enfrentando aquela imensa fila, se na verdade eles nem nunca viram uma arma de fogo, a não ser aquela velha espingarda de caça que guardam no armário a fim de matar os gambás que atiçam os cachorros e empesteam o quintal com mau-cheiro quase todas as noites!

Ora bolas! Estamos nos metendo na vida das pessoas, tentando controlar a sua liberdade. Porque meu conceito de liberdade é: “fazer tudo o que você quiser, arcando com todas as conseqüências”.

Se tens uma arma em casa, sabes de todas as conseqüências que isso pode acarretar e estás disposto a arcar com todas elas.

Agora, se não acho bom ter uma arma, eu não terei.

O que acontece com o “cada um na sua” hoje em dia? O que acontece?

Estou perdendo o meu tempo escrevendo tudo isso aqui também, se ninguém deveria se interessar por nada disso.

Sem mais por hoje… Na verdade o que me revolta nem é a votação, a proibição ou não-proibição de nada. Se eu tiver que morrer por uma arma de fogo, sendo ela legal ou não, morrerei de qualquer forma.

Eu só queria ter o direito e liberdade de simplesmente não opinar.

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