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18/01/2015 Livros, muitos livros!

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Já faz muito tempo que não posto nada e não vou nem tentar me desculpar por isso. Chama-se vida. ;)

No ano passado, por causa de uma série de fatores (longos períodos ociosos no trabalho), eu redescobri meu Kobo e encontrei o LeLivros, que me mostraram a facilidade de poder ler no celular. De lá para cá, foram nada menos que 22 livros lidos. E a lista está só aumentando.

Eu queria ter tempo e disposição para fazer resenha de todos, mas sei que não vai rolar, então, quero me limitar a falar um pouco sobre aqueles que são menos conhecidos. Não vou falar sobre Jogos Vorazes, porque todo mundo já fez isso. Você, provavelmente, já sabe do que se trata. Então, quero me prender naquelas pequenas joias que encontrei no meu caminho, as quais acho que todo mundo deveria tirar um tempinho para conhecer.

Não vou ocupar espaço aqui colocando a sinopse oficial do livro. Ao invés disso, vou adicionar o link para a página do livro no LeLivros onde, além de ler a sinopse, você pode fazer o download dele. Clique na foto do livro para chegar lá. ;)

 

A Bibliotecária de Auschwitz

A-Bibliotecaria-de-Auschwitz

Conta a história, em primeira pessoa, de Dita Dorachova, uma menina de 11 anos que, durante o holocausto, foi levada para Auschwitz junto com seu pai e sua mãe, e se tornou a bibliotecária do Bloco 31, um local onde as crianças do campo podiam “se distrair” enquanto seus pais eram escravos dos nazistas.

Lindo, triste, dolorido, comovente, e baseado em uma história real.

Eu não tenho o hábito de gostar de histórias sobre guerra, holocausto, e qualquer coisa que seja próxima das nossas tragédias reais. Mas esse livro me fisgou de uma forma que eu jamais pensei que seria possível. A protagonista, Dita, é real, tem expectativas e decepções reais, e consegue passar tudo isso para o leitor. Nós sentimos raiva, frustração, dor e tristeza, tudo junto com ela, e às vezes dela, mas é uma das melhores leituras da minha vida. Um livro que faço questão de ter na minha estante agora.

 

O Trem dos Órfãos

O-Trem-dos-OrfaosEste livro faz um bonito paralelo entre Molly, uma adolescente órfã dos tempos atuais, rebelde, com personalidade forte, e uma história cheia de intempéries, e Vivian Daly, uma senhora de 91 anos, rica, que também foi uma órfã e, com ajuda de Molly, começa a relembrar de tudo que passou como uma menina estrangeira, sozinha no mundo, em plena Grande Depressão, que assolou os EUA no final dos anos 20.

É mais uma história triste e envolvente, que nos faz sentir como se fôssemos as próprias protagonistas. Especialmente a adorável senhora, irlandesa, ruiva (ou, ao menos, era), que foi uma menina delicada e gentil, obrigada a passar pelas mais terríveis provações até encontrar a felicidade, e perdê-la logo em seguida, o que nos faz sofrer e pensar que a autora é, na verdade, uma pessoa muito cruel. =(

Mas a história é linda, tem um desfecho adorável, e vale muito a pena a leitura.

 

Reconstruindo Amelia

Reconstruindo-AmeliaÉ mais um livro que faz um paralelo entre duas histórias. Dessa vez, mãe e filha, Kate Baron e Amelia Baron.

Kate, mãe solteira e advogada bem sucedida, descobre que sua doce e exemplar filha de 15 anos, Amelia, está morta. Aparentemente, suicídio. Mas Kate conhecia sua filha melhor do que ninguém, e se recusa a acreditar nessa versão da história.

Com ajuda de um policial paciente, Kate começa a coletar pequenos fragmentos de histórias da Amelia deixados para trás em forma de e-mails, mensagens de texto no celular e conversas com amigos, e, aos poucos, vai descobrindo o que, de fato, aconteceu com sua filha, e que, na verdade, não a conhecia tão bem quanto pensava.

O livro nos conta a mesma história pelo ponto de vista da mãe, e pelo ponto de vista da filha, o que nos faz apaixonar pelas duas. É uma leitura envolvente, cheia de mistérios e que consegue mostrar os dois universos de forma muito harmônica, sem clichês, e com um final surpreendente, apesar de já sabermos, de cara, que Amelia está morta.

 

Vou deixar esses três aqui. No próximo post, falo sobre mais três ou quatro. Em algum momento, vou conseguir completar toda a lista de livros lidos. ;D

Se mais alguém se interessar a ler algum deles, por favor, volte aqui e me diga o que achou.

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17/10/2013 Leitura de férias – parte 3 – Da Magia à Sedução

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Esse é um livro que eu quis comprar desde que assisti o filme pela primeira vez, mas só tive o “momento de iluminação” no início das minhas férias, quando finalmente teria tempo para ler. Deixei ele por último, porque esse post vai render.

Sinopse:

practical-magic2Gillian e Sally Owens são duas órfãs que foram educadas pelas tias numa pequena vila. Criadas como crianças normais, tiveram desde cedo de lidar com a fama da família Owens. Com efeito há mais de dois séculos que as mulheres da família conhecem os segredos das ervas, das curas e dos rituais para proteger as colheitas. As pessoas da cidade chamam-lhes bruxas mas recorrem a elas em caso de necessidade, passando o resto do tempo a culpá-las de todo o mal à sua volta. Assim, Sally e Gillian partem tentando esquecer os fantasmas do passado. Gillian, a irmã rebelde, parte para a grande cidade para viver diversas relações sem futuro até ao dia em que conhece o violento Jimmy, que a maltrata. Quanto Sally, a irmã responsável, casa-se e tem duas filhas, mas fica viúva pouco depois, muda-se para uma nova cidade para poder dar uma nova vida às suas filhas, prestes a entrar na adolescência. Mas quando menos espera tem Gillian à sua porta, acabada de chegar com um drama na sua vida e com uma surpresa na bagageira.

Na minha opinião:

Sabe aquele livro que você adora, e quando resolvem fazer um filme dele você fica com a sensação de que não vai dar certo? A gente sempre acha o livro melhor do que o filme. Mas não é esse o caso.

Sou apaixonada por esse filme desde a primeira vez que o vi (lá pelos idos anos 90) e é um desses filmes que mantenho no meu computador, para poder assistir de novo, e de novo, e de novo, sem cansar. Quando comprei o livro, não cheguei a imaginar que a história seria igual. Nunca é. Mas não podia imaginar que fosse tão diferente! Tenho a impressão de que o diretor Griffin Dunne pegou alguns nomes e a ideia geral do livro, e criou uma história totalmente nova e original para a família Owens.

O livro tem uma narrativa um pouco cansativa. A autora costuma começar a falar sobre um personagem e, no meio do parágrafo pega um gancho para outro personagem que não tem nada a ver, e no fim deixa a gente um pouco confusa. Mas a história é muito boa! Eu gostei especialmente da ideia das meninas Kylie e Antonia, filhas da Sally, já serem adolescentes quando o ápice da história se desenrola, porque isso dá a elas um papel muito mais importante do que elas têm no filme. Também gostei muito de mostrarem a forma como evolui a história da Gillian, que fica um pouco “de lado” no filme.

Mas são histórias completamente diferentes! No livro, não existe a maldição das Owens, a Sally mora sozinha com as meninas, e as tias ficam a maior parte da história “por fora” do que está acontecendo com as irmãs. E no livro, a relação entre a Gillian e a Sally é muito mais tensa do que no filme. Existe muito mais mágoa e rancor do que o filme deixa transparecer.

Se eu gostei? Claro! Justamente por serem histórias diferentes, agora tenho a sensação de família Owens em dobro, e isso muito me agrada! ;) Maaas, se você pergunta de qual eu gosto mais, vou dizer que é do filme. Não por eu ter visto primeiro, mas porque tem um elenco fantástico, uma trilha sonora magnífica, e não faz a minha personagem preferida parecer uma megera. XD

Mas leiam! Ler faz bem. ;)

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13/10/2013 Leituras de férias – parte 2 – Quem é você, Alasca?

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Eu havia prometido falar sobre “Quem é você, Alasca?” e “Da Magia à Sedução” nesse post. Mas eu precisava expressar a minha opinião sobre o livro, e o post estava ficando ENORME, então resolvi falar apenas sobre “Quem é você, Alasca?” hoje, e depois faço outro post com a história da família de bruxas que eu mais amo nesse mundo. ;)

Quem é você, Alasca?

alasca Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

Na minha opinião: Quem é você, Alasca? Quem é? Me diga, por favor, porque eu não sei de nada até agora!

Eu e o John Green temos sérios problemas de entendimento. Antes que venham me atirando pedras, adianto: Eu gostei do livro! A história é boa, divertida e emocionante. Um aspecto nos livros do John Green que me encanta é o realismo quase cruel dele, que às vezes dá um tapa na nossa cara e diz “É a vida! Não é um conto de fadas, não é uma história feita para ter um final feliz, é a realidade como ela costuma ser. Acostume-se”. Eu gosto disso. Gosto da imprevisibilidade, gosto de ser surpreendida (muito embora não fique exatamente surpresa). E acho que é exatamente esse o ponto forte de “Quem é você, Alasca?”.

O livro começou meio arrastado, meio com gostinho de história clichê adolescente, onde o menino desinteressante e sem amigos conhece uma menina super interessante e popular que vai se tornar a namoradinha dele e os dois serão felizes para sempre. Só que não. A história se mostra muito mais madura e interessante do que isso, e justamente quando você acha que os clichês vão começar, o John Green chega com um ataque surpresa e tira o seu chão, te deixa flutuando no vazio da sua própria mente sem respostas, e você até pensa em desistir, mas já caiu na armadilha dele, e só lhe resta ler até o final para saber se a sua teoria sobre a misteriosa Alasca estava certa.

Qual é o meu problema de entendimento com o John Green, então? Digamos que ele filosofa demais sobre os mesmos temas. Não é exatamente ruim. Acho que isso é reflexo da própria vida dele, e fico com a sensação de ir conhecendo cada vez mais o autor conforme vou lendo as obras dele. Meu problema com isso é que eu não filosofo sobre os mesmos temas, então eles se tornam um pouco maçantes depois de algum tempo.  Questões como a vida e a morte, achar que tem uma vida de merda, e coisas desse tipo, não me preocupam. Não sou de ficar esquentando a minha caixola com esses dramas, então eles se tornam um pouco chatos, especialmente quando você começa a ler o terceiro livro do mesmo autor e percebe que os mesmos dilemas da vida estão lá, apenas exibidos de forma diferente.

Mas ignorem isso. O livro é muito bom (na minha humilde opinião, melhor do que “A Culpa é das Estrelas”) e vale totalmente a pena ser lido! ;)

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28/09/2013 Leituras de férias – parte 1

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Quinze dias de férias e quatro livros. Não foram tantos quanto poderia, mas resolvi fazer tanta coisa nas férias que, infelizmente, não deu tempo de ler tanto.

No post de hoje vou falar um pouco sobre os dois primeiros livros que li: “A Culpa é das Estrelas” e “O Oceano no Fim do Caminho”. E no próximo post eu falo um pouco sobre “Quem é você Alasca?” (que estou terminando de ler ainda) e “Da Magia à Sedução”.

 

A Culpa é das Estrelas – John Green

a-culpa-e-das-estrelas-john-greenSinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Na minha opinião: A Culpa é das Estrelas é um ótimo livro, mas me incomodou um pouco. A história é bonita, comovente, e a forma como a história é contada – pelo ponto de vista da própria Hazel – me fez ficar imaginando o tempo todo como seria o final (que não vou fazer spoiler). O final parece ter incomodado a maioria das pessoas, mas por conta do foco da história, eu meio que imaginava que seria daquela forma. Um pouco frustrante, mas previsível.

Mas não foi o final que me incomodou. A questão é que o livro é a respeito de uma menina com câncer terminal, com amigos que têm câncer terminal (ou não), e circundada por histórias de pessoas mortas, ou que estão morrendo (de uma forma ou de outra). Cara… Eu, sendo uma pessoa que não pensa na morte, e não se preocupa muito com isso, me senti um pouco como a Liesel Meminger (A Menina que Roubava Livros) lendo o “Manual para Coveiros”. Durante todo o tempo em que estive lendo A Culpa é das Estrelas, senti a morte sussurrando nos meus ouvidos, como se me obrigasse a pensar nela o tempo todo, e isso me incomodou muito.

Mas o livro é bom! Um dos melhores que li nos últimos tempos, e recomendo.

 

O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

oceano-no-fim-do-caminhoSinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo.

Na minha opinião: Para começo de conversa, é Neil Gaiman, logo, não tem como ser ruim. Mas nesse livro ele se superou. Outro dia, na casa da minha mãe, estava lendo uma matéria antiga sobre sonhos, onde pessoas famosas revelavam quais foram seus sonhos mais estranhos. Eles variavam entre palhaços fazendo palhaçadas e um aquário cheio de peixes bonitos. E eu fiquei pensando “Essas pessoas não sabem o que é estranho de verdade. O Neil Gaiman sabe. O Neil Gaiman me entende.”. E é isso! Neil Gaiman me entende, ele sabe como funcionam os sonhos, ele sabe como é esse mundo maravilhoso onde nada é o que parece, e tudo, absolutamente tudo, pode acontecer.

O livro é envolvente, angustiante, fascinante, e único. E tem o melhor Epílogo que já li na vida. Mal tinha começado a ler o e-book quando corri para comprar o livro de papel, porque é algo que eu preciso ter na minha estante. Neil Gaiman é, e sempre será, o cara.

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31/07/2013 Minha paixão por livros

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Adquiri o hábito da leitura ainda muito pequena. Meus pais, tanto os biológicos como os de criação, sempre gostaram de ler. Minha madrinha (que também é minha tia e minha mãe de criação), é professora, e na casa dela tinha um Escritório (que aqui eu escrevo com letra maiúscula, pela sua importância) repleto de prateleiras, com o que eu considerava ser uma infinidade de livros.

Ainda sem saber ler, eu costumava pedir autorização para entrar naquele lugar sagrado da casa, onde criança nenhuma podia entrar, e passava horas lá dentro, folheando as enciclopédias ilustradas, separadas por categorias. As que eu mais gostava eram sobre Oceano, Peixes, e Mamíferos.

Mais tarde, quando recebia os livros didáticos da escola, tinha o hábito de ler todas as historinhas do livro de Português antes mesmo que a professora pedisse. Eu as lia por prazer, porque queria saber do que se tratavam, e me sentia um pouco triste quando a professora ignorava alguma história que eu tinha gostado.

Ainda no Ensino Fundamental, eu já era uma criança meio antissocial. Não gostava de ter que ir para o recreio, com aquele monte de crianças gritando e correndo para todos os lados. Talvez por causa da minha sensibilidade auditiva, toda aquela confusão me incomodava profundamente. Mas nós éramos proibidos de permanecer na sala de aula se não tivesse nenhum professor lá dentro, então eu fugia para a Biblioteca. Também não era permitido ficar lá durante o recreio, mas os inspetores já me conheciam e sabiam que eu não ia incomodar ninguém, então faziam vista grossa quando eu me escondia no banheiro até todo mundo sair do corredor, e depois me esgueirava até a Biblioteca.

Naquela Biblioteca, eu descobri uma série de livros infantis cuja protagonista era uma menina, que viajava com um bruxo em uma motocicleta mágica. Eles viajavam pelo mundo todo, e viviam diversas aventuras. Infelizmente, não consigo me lembrar o nome do livro, e procurar na Internet se mostrou inútil (afinal, se você procura por um bruxo que voa em uma motocicleta mágica, só encontra Harry Potter, né?). Mas eu me lembro que a menina era Filha da Lua, e que o bruxo cuidava dela desde que era uma bebezinha. Aquela série me encantou de tal forma, que fiquei lendo apenas aqueles livros durante muito tempo, e demorou um pouco para eu me desapegar e voltar a descobrir outros livros.

Então eu entrei para o Ensino Médio e comecei a estudar em uma escola particular. Se já não gostava de participar do recreio antes, numa escola onde nós podíamos ficar dentro da sala de aula, a coisa só se agravou. Eu sempre carregava romances dentro da mochila e passava o tempo todo lendo, ou escrevendo (outro hábito que adquiri com a leitura). Um dos meus momentos preferidos era quando eu saía da escola, ia para o jardim do outro lado da rua e sentava em um dos bancos de pedra sob as árvores para ler. Às vezes eu ia para o jardim da Casa Léa Pentagna, que ficava no caminho entre a escola e minha casa, e passava a tarde toda sentada ao lado do laguinho das carpas, lendo. (quando a entrada ainda era permitida)

Banco do Lago - Casa Léa Pentagna

Foi nessa mesma época que comecei a desbravar os Livros-Jogos, como as séries de RPG do Steve Jackson e “A Magia do Corvo Negro”, de R.G. Austin, e descobri o fantástico mundo dos mangás. Também foi na mesma época que comecei a me interessar por mitologia, paganismo e bruxaria, e todo um mundo novo se abriu diante de mim, porque descobri que os livros podiam me ensinar o que eu realmente queria aprender, e não apenas o que estudava na escola.

Cena do filme Orgulho e Preconceito

Mas eu tinha um problema sério. Moro numa cidade pequena, onde só tem uma livraria. Sem concorrência, eles se acham no direito de cobrar preços absurdos, e adquirir livros era um luxo longe do meu alcance. Costumava comprar livros apenas quando ia na Bienal, ou nas raras oportunidades em que ia ao Rio de Janeiro e podia me deliciar dentro das livrarias.

Mas isso durou apenas até eu começar a fazer compras pela Internet. Descobri que alguns livros custavam, na verdade, apenas 10% do valor cobrado pela livraria daqui, e comecei a me planejar para fazer pacotes de até 10 livros para não pagar o frete. E mais tarde, quando finalmente descobri a Estante Virtual, foi amor à primeira vista. Agora, além de poder comprar livros baratinhos, ainda corro o risco deles virem com lindas dedicatórias, anotações do antigo dono, e diversas características que me fazem ficar imaginando como seria a pessoa a quem pertenceu aquela joia.

Hoje em dia, nessa nossa vida tecnológica, cheia de e-books, e-readers, tablets, smartphones, etc., livros ainda são minha paixão, e nenhuma tecnologia vai superar o prazer de receber o livro pelo correio, folheá-lo, cheirá-lo, e batizá-lo (marco todos os livros com meu carimbo pessoal, e é assim que eles se tornam efetivamente meus).

Mas a tecnologia ajuda, e muito! Segue algumas recomendações tecnológicas para quem gosta de ler:

  • Skoob: É uma rede social para leitores, onde você pode cadastrar todos os seus livros, fazer resenhas, e marcar os que leu, os que ainda vai ler, etc.. Também pode conhecer outros leitores e conversar sobre o assunto.  Eu, particularmente, não uso muito como rede social, mas é um ótimo organizador, e agora eles estão com uma série de promoções e interações com outras redes sociais, então está bem legal.
  • Estante Virtual: É uma loja virtual de Sebos e Livreiros. Você compra diretamente com os sebos, por intermédio do site. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito. Tenho comprado livros lá há anos e nunca tive problema com nenhum vendedor.
  • 2EPUB: É um site onde você pode converter arquivos PDF, DOC e diversos outros formatos para ePub, que é a extensão de arquivos normalmente aceita pelos e-readers. Muito útil quando você tem aquele livro em PDF e quer ler no celular, ou no tablet.
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