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22/04/2018 Artistas que alimentam as esperanças no pop coreano

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Quando comecei a gostar de K-pop e da cultura coreana de um modo geral, uma das coisas que as pessoas mais me perguntam é “Você quer ir morar na Coreia?”, e a minha resposta é sempre “Não”. Um dos grandes motivos para isso é que a sociedade coreana ainda é muito retrógrada em termos de sexismo, gordofobia, racismo, e outros tipos de preconceitos. Nós ficamos sabendo diariamente de reações muito negativas do fãs quando os artistas apresentam qualquer tipo de comportamento “fora dos padrões” e isso nos entristece muito.

Mas, honra seja feita. A Coreia está mudando! Aos poucos, e lentamente (como toda mudança cultural funciona), mas nós podemos notar que os artistas estão se manifestando mais a respeito dos tabus, assim como a própria sociedade está se tornando mais receptiva a essas mensagens. (mais…)

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29/01/2018 Mulheres para curtir no K-pop

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Quem me segue nas redes sociais sabe que a minha vida agora (tirando meus cachorros) consiste 90% de k-pop. Fui abençoada com a existência desse que é mais do que um estilo musical, é todo um complexo cultural, lá no primeiro semestre de 2016, e desde então meus interesses foram consumidos quase completamente pelo k-pop, ao ponto de eu estar aprendendo coreano (mesmo sem intenção de ir para a Coreia). (mais…)

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05/06/2017 Doramas Desconstruídos – Weightlifting Fairy Kim Bok Joo

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Ultimamente eu tenho assistido muitas séries coreanas (mais popularmente conhecidas como doramas ou K-Dramas) e como sou mulher, feminista, e tenho algum bom-senso na cabeça, é óbvio que o machismo e o estereótipo de gênero não me passam despercebidos. Por melhores que sejam essas séries (e são mesmo, confiem em mim), algumas delas se destacam pelo avanço positivo em relação ao papel da mulher, enquanto outras insistem com aquela velha fórmula estereotipada, cheia de abuso disfarçado de romance.  (mais…)

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28/09/2013 Leituras de férias – parte 1

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Quinze dias de férias e quatro livros. Não foram tantos quanto poderia, mas resolvi fazer tanta coisa nas férias que, infelizmente, não deu tempo de ler tanto.

No post de hoje vou falar um pouco sobre os dois primeiros livros que li: “A Culpa é das Estrelas” e “O Oceano no Fim do Caminho”. E no próximo post eu falo um pouco sobre “Quem é você Alasca?” (que estou terminando de ler ainda) e “Da Magia à Sedução”.

 

A Culpa é das Estrelas – John Green

a-culpa-e-das-estrelas-john-greenSinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Na minha opinião: A Culpa é das Estrelas é um ótimo livro, mas me incomodou um pouco. A história é bonita, comovente, e a forma como a história é contada – pelo ponto de vista da própria Hazel – me fez ficar imaginando o tempo todo como seria o final (que não vou fazer spoiler). O final parece ter incomodado a maioria das pessoas, mas por conta do foco da história, eu meio que imaginava que seria daquela forma. Um pouco frustrante, mas previsível.

Mas não foi o final que me incomodou. A questão é que o livro é a respeito de uma menina com câncer terminal, com amigos que têm câncer terminal (ou não), e circundada por histórias de pessoas mortas, ou que estão morrendo (de uma forma ou de outra). Cara… Eu, sendo uma pessoa que não pensa na morte, e não se preocupa muito com isso, me senti um pouco como a Liesel Meminger (A Menina que Roubava Livros) lendo o “Manual para Coveiros”. Durante todo o tempo em que estive lendo A Culpa é das Estrelas, senti a morte sussurrando nos meus ouvidos, como se me obrigasse a pensar nela o tempo todo, e isso me incomodou muito.

Mas o livro é bom! Um dos melhores que li nos últimos tempos, e recomendo.

 

O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

oceano-no-fim-do-caminhoSinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo.

Na minha opinião: Para começo de conversa, é Neil Gaiman, logo, não tem como ser ruim. Mas nesse livro ele se superou. Outro dia, na casa da minha mãe, estava lendo uma matéria antiga sobre sonhos, onde pessoas famosas revelavam quais foram seus sonhos mais estranhos. Eles variavam entre palhaços fazendo palhaçadas e um aquário cheio de peixes bonitos. E eu fiquei pensando “Essas pessoas não sabem o que é estranho de verdade. O Neil Gaiman sabe. O Neil Gaiman me entende.”. E é isso! Neil Gaiman me entende, ele sabe como funcionam os sonhos, ele sabe como é esse mundo maravilhoso onde nada é o que parece, e tudo, absolutamente tudo, pode acontecer.

O livro é envolvente, angustiante, fascinante, e único. E tem o melhor Epílogo que já li na vida. Mal tinha começado a ler o e-book quando corri para comprar o livro de papel, porque é algo que eu preciso ter na minha estante. Neil Gaiman é, e sempre será, o cara.

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31/07/2013 Minha paixão por livros

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Adquiri o hábito da leitura ainda muito pequena. Meus pais, tanto os biológicos como os de criação, sempre gostaram de ler. Minha madrinha (que também é minha tia e minha mãe de criação), é professora, e na casa dela tinha um Escritório (que aqui eu escrevo com letra maiúscula, pela sua importância) repleto de prateleiras, com o que eu considerava ser uma infinidade de livros.

Ainda sem saber ler, eu costumava pedir autorização para entrar naquele lugar sagrado da casa, onde criança nenhuma podia entrar, e passava horas lá dentro, folheando as enciclopédias ilustradas, separadas por categorias. As que eu mais gostava eram sobre Oceano, Peixes, e Mamíferos.

Mais tarde, quando recebia os livros didáticos da escola, tinha o hábito de ler todas as historinhas do livro de Português antes mesmo que a professora pedisse. Eu as lia por prazer, porque queria saber do que se tratavam, e me sentia um pouco triste quando a professora ignorava alguma história que eu tinha gostado.

Ainda no Ensino Fundamental, eu já era uma criança meio antissocial. Não gostava de ter que ir para o recreio, com aquele monte de crianças gritando e correndo para todos os lados. Talvez por causa da minha sensibilidade auditiva, toda aquela confusão me incomodava profundamente. Mas nós éramos proibidos de permanecer na sala de aula se não tivesse nenhum professor lá dentro, então eu fugia para a Biblioteca. Também não era permitido ficar lá durante o recreio, mas os inspetores já me conheciam e sabiam que eu não ia incomodar ninguém, então faziam vista grossa quando eu me escondia no banheiro até todo mundo sair do corredor, e depois me esgueirava até a Biblioteca.

Naquela Biblioteca, eu descobri uma série de livros infantis cuja protagonista era uma menina, que viajava com um bruxo em uma motocicleta mágica. Eles viajavam pelo mundo todo, e viviam diversas aventuras. Infelizmente, não consigo me lembrar o nome do livro, e procurar na Internet se mostrou inútil (afinal, se você procura por um bruxo que voa em uma motocicleta mágica, só encontra Harry Potter, né?). Mas eu me lembro que a menina era Filha da Lua, e que o bruxo cuidava dela desde que era uma bebezinha. Aquela série me encantou de tal forma, que fiquei lendo apenas aqueles livros durante muito tempo, e demorou um pouco para eu me desapegar e voltar a descobrir outros livros.

Então eu entrei para o Ensino Médio e comecei a estudar em uma escola particular. Se já não gostava de participar do recreio antes, numa escola onde nós podíamos ficar dentro da sala de aula, a coisa só se agravou. Eu sempre carregava romances dentro da mochila e passava o tempo todo lendo, ou escrevendo (outro hábito que adquiri com a leitura). Um dos meus momentos preferidos era quando eu saía da escola, ia para o jardim do outro lado da rua e sentava em um dos bancos de pedra sob as árvores para ler. Às vezes eu ia para o jardim da Casa Léa Pentagna, que ficava no caminho entre a escola e minha casa, e passava a tarde toda sentada ao lado do laguinho das carpas, lendo. (quando a entrada ainda era permitida)

Banco do Lago - Casa Léa Pentagna

Foi nessa mesma época que comecei a desbravar os Livros-Jogos, como as séries de RPG do Steve Jackson e “A Magia do Corvo Negro”, de R.G. Austin, e descobri o fantástico mundo dos mangás. Também foi na mesma época que comecei a me interessar por mitologia, paganismo e bruxaria, e todo um mundo novo se abriu diante de mim, porque descobri que os livros podiam me ensinar o que eu realmente queria aprender, e não apenas o que estudava na escola.

Cena do filme Orgulho e Preconceito

Mas eu tinha um problema sério. Moro numa cidade pequena, onde só tem uma livraria. Sem concorrência, eles se acham no direito de cobrar preços absurdos, e adquirir livros era um luxo longe do meu alcance. Costumava comprar livros apenas quando ia na Bienal, ou nas raras oportunidades em que ia ao Rio de Janeiro e podia me deliciar dentro das livrarias.

Mas isso durou apenas até eu começar a fazer compras pela Internet. Descobri que alguns livros custavam, na verdade, apenas 10% do valor cobrado pela livraria daqui, e comecei a me planejar para fazer pacotes de até 10 livros para não pagar o frete. E mais tarde, quando finalmente descobri a Estante Virtual, foi amor à primeira vista. Agora, além de poder comprar livros baratinhos, ainda corro o risco deles virem com lindas dedicatórias, anotações do antigo dono, e diversas características que me fazem ficar imaginando como seria a pessoa a quem pertenceu aquela joia.

Hoje em dia, nessa nossa vida tecnológica, cheia de e-books, e-readers, tablets, smartphones, etc., livros ainda são minha paixão, e nenhuma tecnologia vai superar o prazer de receber o livro pelo correio, folheá-lo, cheirá-lo, e batizá-lo (marco todos os livros com meu carimbo pessoal, e é assim que eles se tornam efetivamente meus).

Mas a tecnologia ajuda, e muito! Segue algumas recomendações tecnológicas para quem gosta de ler:

  • Skoob: É uma rede social para leitores, onde você pode cadastrar todos os seus livros, fazer resenhas, e marcar os que leu, os que ainda vai ler, etc.. Também pode conhecer outros leitores e conversar sobre o assunto.  Eu, particularmente, não uso muito como rede social, mas é um ótimo organizador, e agora eles estão com uma série de promoções e interações com outras redes sociais, então está bem legal.
  • Estante Virtual: É uma loja virtual de Sebos e Livreiros. Você compra diretamente com os sebos, por intermédio do site. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito. Tenho comprado livros lá há anos e nunca tive problema com nenhum vendedor.
  • 2EPUB: É um site onde você pode converter arquivos PDF, DOC e diversos outros formatos para ePub, que é a extensão de arquivos normalmente aceita pelos e-readers. Muito útil quando você tem aquele livro em PDF e quer ler no celular, ou no tablet.
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