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08/01/2017 Por que mudou o nome do blog?

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Basicamente, porque nós estamos passando por um momento de crise, e renovação de domínio se tornou uma coisa absurdamente cara.

Outro dia, recebi um e-mail da UOL Host (sim, eu cometi o erro de registrar meu domínio por lá) informando que a renovação automática não funcionou. O que me deixou bastante feliz, na verdade, porque na minha atual situação, desembolsar R$50,00 por algo que uso tão eventualmente quanto o blog (sinto muito por isso, mas é a vida), é impensável. (mais…)

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22/11/2013 NetRevenda: Fuja para as montanhas!

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Meu blog esteve passando por um período de instabilidade, e mesmo que tenha acumulado vários posts que eu gostaria de ter feito nas últimas semanas, eu preciso atropelá-los só um pouquinho para falar da minha odisséia experiência com a NetRevenda.

Eu não gosto de fazer mimimi na Internet, mas acho que esse post é de utilidade pública, visto que mais alguém pode acabar se iludindo e enfrentando os mesmos problemas que eu.

Minha história com a NetRevenda é antiga. Um dos clientes da agência tem o site hospedado lá há anos e nunca tinha tido problemas. Como o site dele era muito estável, rápido, e as taxas de transferência eram ótimas, resolvi colocar o meu site lá também.

Não vou mentir. Fiquei muito satisfeita no início. A hospedagem era tudo aquilo que eles prometiam mesmo, e eu ainda contava com um atendimento rápido e eficiente. Os problemas começaram há mais ou menos seis meses. De lá para cá, esse nosso cliente começou a ter inúmeros problemas com o servidor de e-mails (da própria NetRevenda). Estava sempre saindo do ar, dava problema nas senhas, problema de acesso, problema de tudo. Foram tantos tickets de reclamação, que o cliente desistiu de tentar resolver os problemas e resolveu mudar a hospedagem dos e-mails.

Eu não uso o sistema de e-mails da NetRevenda, e até então, tudo estava perfeitamente bem com o meu site. Mas notei que diversas reclamações do cliente não foram solucionadas, e que algumas tentativas de contato com o suporte técnico falharam, e achei isso muito ruim.

 

Mas o meu problema de verdade começou no dia 28 de outubro de 2013, quando percebi que o domínio principal da hospedagem (que eu já não utilizo há muito tempo) estava para expirar e resolvi mudar o domínio principal para um que estou utilizando.

Para vocês não acharem que estou exagerando, vou ilustrar o post com Screenshots das conversas que tive com o suporte técnico e financeiro (tudo devidamente registrado via e-mail, só para constar).

No dia 28/10/2013, abri o chamado solicitando a troca do domínio principal:

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No dia 05/11/2013 eles me enviaram a primeira resposta, só para confirmar se eu queria realmente alterar o domínio, e eu respondi o chamado imediatamente:

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No dia 05/11/2013 eles me pediram para fazer um backup de todo o conteúdo do site e apagar o domínio adicional, para que pudesse ser feita a alteração. No dia 06/11/2013, depois de fazer todo o procedimento pedido por eles, eu respondi o chamado informando que eles já podiam alterar o domínio.

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No dia 15/11/2013, nove dias depois, eu ainda não tinha recebido qualquer resposta da NetRevenda, e resolvi enviar mais uma mensagem através do mesmo ticket, para ver se eles agilizavam.

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Seis dias mais tarde, no dia 21/11/2013, ainda sem obter qualquer resposta do suporte técnico da NetRevenda, decidi que não esquentaria mais a caminha cabeça com isso e contratei outro Host. Fiz todas as transferências necessárias, desativei os meus cartões de crédito cadastrados para pagamento automático, e entrei em contato com o financeiro da NetRevenda apenas para informar que eu estava cancelando o meu plano de hospedagem lá.

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Por que será que não fiquei nem um pouco surpresa quando, no mesmo dia, recebi uma resposta do suporte técnico informando que a alteração que eu havia pedido há 24 dias, foi feita?

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Sinto informar, NetRevenda, mas agora já era. Eu dei todos os prazos possíveis, tive toda a paciência possível, mas me deixar 24 dias esperando por uma solução, e mais de 15 dias por uma simples resposta, é demais para mim.

 

E isso explica o meu sumiço nesse momento em que estava cheia de ânimo, cheia de ideias para postagens no blog. =P

Agora vou organizar a casa de novo, e tentar colocar os posts em dia, porque ficou muita coisa para trás.

 

PS.: As imagens foram editadas apenas para manter a privacidade e segurança das pessoas que participaram desse processo. ;)

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23/10/2013 Postagem invej…, digo, coletiva – blog nostalgia

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Gente, não me aguentei. Estou acompanhando a blogagem coletiva das blogueiras das antigas, e fico aqui me matando de inveja, querendo relembrar os velhos tempos do meu blog também.
Então, isso aqui são apenas devaneios nostálgicos sobre o como, quando, onde e porquê. ;)

Meu primeiro blog veio pouquíssimo tempo depois que ganhei meu primeiro PC com Windows 95 (porque o anterior era só no DOS, e não acessava a Internet). Naquela época, você conhecia as pessoas basicamente através de quatro coisas: mIRC, ICQ, salas de bate-papo nos grandes portais (AOL, UOL, Terra), e fóruns.

PS.: Me lembro claramente desses fatos porque eu estava no 2º ano do 2º grau (ou seja, 1997), quando meu professor de inglês perguntou “Vocês sabem o que é o ICQ?”, e estranhamente, eu era a única aluna dentro da sala de aula que sabia e usava com frequência. Então ele disse “o ICQ tem esse nome porque, essas três letras, em inglês, têm a pronúncia igual à frase I seek you, ou seja, Eu procuro você“. Cara, meu professor de inglês era um senhor com mais de sessenta anos, e ele entendia de Internet melhor do que qualquer adolescente daquela época. Mas enfim…

Naquela época, quem tinha um site era Rei; quem tinha um site com domínio próprio, era Deus. Além de ser caro manter um site hospedado, era praticamente impossível encontrar pessoas com conhecimento suficiente para montar um site legal. E eles eram todos estáticos. A pessoa criava o site inteiro na unha, e cada página do site significava um arquivo HTML separado. Era uma loucura!

Mas em 1999, surgia na minha vida uma das grandes maravilhas do mundo: os blogs pessoais. Um dos poucos sites com hospedagem gratuita para blogs era o HPG (que depois se tornou HPG.IG), e meu segundo blog foi criado lá (o primeiro foi no Geocities, da Yahoo, mas nunca me entendi completamente com ele e acabou ficando às moscas). Conforme outros sites – melhores e com mais opções – foram surgindo, meu blog foi migrando de um para o outro. Já foi A Toca da Hydra, Divinos Segredos, e tantos outros nomes, até chegar no UOL com o Templo da Hydra. (Eu usava nom no lugar de não, e escrevia poesias, veja bem)

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Eu queria ter conseguido imagens maiores e layouts mais antigos, mas isso era tudo o que tinha aqui. =/

Foi através dos meus blogs pessoais que eu descobri a paixão pelo Webdesign. Tudo começou com essa minha mania de personalizar o que é meu. Meus cadernos de escola eram personalizados, minhas roupas eram feitas pela minha mãe, do jeitinho que eu queria, e até as paredes do meu quarto eram desenhadas e pintadas por mim. Por que seria diferente com o meu blog, que era basicamente o meu diário pessoal? Foi querendo transformar meu blog e deixá-lo do meu jeitinho que aprendi HTML, CSS, passei horas estudando os tutoriais no By Marina (que naquela época era assim) e descobri minha paixão por codar.

O Devaneios está oficialmente no ar desde 2007 (embora já tenha mudado de endereço algumas vezes), mas o estilo do blog nunca mudou. Sempre foi um blog pessoal, despretensioso, com o único objetivo de se tornar um registro da minha vida como eu mesma vejo. Me dá um prazer enorme pegar as postagens mais antigas para ler e relembrar das coisas que eu pensava naquela época, do que se passava na minha cabeça diante das situações, e ver o quanto eu mudei (ou não).

Depois de tantos anos de blog pessoal, fico muito feliz por ainda encontrar blogueiras que tiram um pouquinho do seu tempo para compartilhar com as pessoas aquilo que elas pensam, fragmentos do seu dia-a-dia, traços de personalidade que nos fazem sentir sentadas no sofá da casa delas, conversando, batendo um papo, e discutindo os mais diversos assuntos.

Eu levanto a bandeira por uma blogosfera mais pessoal, mais cházinho cás-amiga, mais nostálgica. E não estou me aguentando de curiosidade para saber o que essas meninas (Avec Mes LouboutinBorboletando, Guivaneios, Babee, Epic, Nerdiva, Maçãs Verdes, Polypop, Deborices, Presuria, Mulher Vitrola, Sernaiotto, Pode Chamar de Duds, My Other Bag Is Chanel) estão reservando para nós!  Na verdade, já sei! É o Rotaroots, um projeto que promete resgatar o que havia de mais legal em toda a blogosfera. =D

Até lá, vou continuar aqui, debulhando o meu cotidiano com vocês. ;)

 

Uma dica para as blogueiras que querem ter crises de nostalgia: Acessem o web.archive.org e busquem pelo endereço dos seus antigos blogs. ;)

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31/08/2013 Blog Day 2013 – Blogs que eu amo!

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Hoje é o Blog Day, aquele dia que a gente tira pra falar um pouquinho sobre aqueles blogs que visita sempre e ama de paixão.

Mas eu tenho algo importante a dizer, antes de falar sobre os blogs. É que eu sou uma pessoa “de Lua” e uma leitora relapsa. Eu adoro ler, adoro escrever, mas nem sempre tenho tempo/condições/inspiração para deixar um comentário nos blogs. Por isso, penso que a maioria dessas pessoas que eu vou listar aqui em baixo, nem sabe que eu sou tão fã assim do que elas escrevem. Algumas delas talvez nem saibam que eu existo, mas quero deixar claro que dou uma passadinha nesses blogs sempre que tem alguma novidade (mesmo que seja só para dar aquela lidinha rápida pelo celular).

Mas vamos aos meus blogs do coração.

 

Championship Vinyl – Rob Gordon

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Eis um blog que, desde a primeira vez que visitei, nunca mais me afastei dele. O Rob Gordon é um escritor e roteirista brilhante, e uma pessoa que, embora eu não conheça pessoalmente, tem a minha total consideração. E o Championship Vinyl é o blog pessoal dele, onde ele escreve sobre o seu cotidiano, sobre tudo o que lhe dá vontade, e é minha parada obrigatória na correria do dia-a-dia sempre que tem um post novo.

O Rob Gordon é aquele tipo de escritor que te prende a atenção, e que te cativa. Você vai acompanhando as postagens dele e começa a se sentir em casa dentro do blog. É muito, muito bom!

 

Mulher Vitrola – Renata Montenegro

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Eu não me lembro quando visitei o Mulher Vitrola pela primeira vez, mas sei que foi numa época em que os blogs “bombavam” na Internet e eu tinha uma listinha com meus blogs favoritos que visitava todos os dias (sim, ritualisticamente, todos os dias) para ver se tinha alguma atualização e saber um pouco mais sobre aquelas pessoas. A ideia do blog pessoal aproximava a gente. E o Mulher Vitrola foi ganhando um espaço todo especial no meu coração, porque se manteve um blog pessoal mesmo quando todos os outros começaram a se tornar “outra coisa”.

A Renata é criativa, simpática, super talentosa, e fala sobre todo tipo de coisa no blog. Adoro!

 

Popnoid – Mariana Curci

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Eu não tenho palavras para descrever o meu amor pelo Popnoid. Mas, basicamente, gosto de coisas que me fazem rir, que me distraem e me divertem. E a Mariana tem esse dom. Não que ela seja uma palhaça (não sempre rs), mas ela é criativa, inteligente, tem umas tiradas geniais, e aquela personalidade toda que me faz querer ir até lá e apertar a mão dela a cada post que leio.

A Mariana é veterinária, e também faz ilustrações lindas (como as do layout do blog), e eu me identifico muito com a forma dela pensar.

 

Reticências – Paula

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O Reticências é outro que fazia parte da minha listinha de preferidos naquela época, mas a Paula esteve muito tempo sem postar nada, o blog passou por momentos offline e eu perdi contato com ele durante mais de anos. Aí, num belo dia, alguém compartilhou alguma coisa a respeito dele no Facebook e eu o redescobri.

A Paula é outra que fala muito sobre tudo. E recentemente ela está numa vibe de postar coisas sobre suas viagens que tem me deixado aos suspiros aqui na frente do meu notebook.

 

Irena Like Stuff – Irena Freitas

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Mas isso não é um Tumblr? Sim, é um Tumblr. Mas a Irena teve um blog, durante muitos anos, e eu sempre fui apaixonada pelas postagens dela, pelas ilustrações dela, desde que ela era uma menininha indecisa sobre o que fazer da vida. =) Quando ela decidiu acabar com o blog, passei a seguir as atualizações via Tumblr. Ela provavelmente não sabe, mas as coisas que ela postava no blog me influenciaram de várias formas. Ela me apresentou diversos filmes, diversas séries, e um universo todo novo que, provavelmente, eu não teria conhecido de outra forma.

A Irena é uma ilustradora super talentosa, simpática e cheia de personalidade, e eu também sigo o I’m Not 12, que é o Tumblr onde ela posta as suas artes. =)

 

Pudding – Gabriela Couth

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Eu me lembro exatamente como comecei a frequentar o Pudding! Naquela época de Mundo Blogueiro, eu estava lendo os comentários de algum blog que eu seguia, quando vi o comentário de uma tal de Gabriela Couth, que tinha um avatar simplesmente lindo! Não só o avatar, o comentário dela era muito bom também, mas eu fiquei tão encantada com aquele avatar, que não consigo me lembrar de mais nada. Eu abri o blog dela, e veio a constatação: era, de fato, uma pessoa adorável.

A Gabriela também é uma ilustradora talentosa (acho que eu tenho alguma coisa com a galera da ilustração, né?), uma cearense super simpática, e eu adoro a forma como ela escreve. =)

 

Enfim… Eu adoraria ficar aqui escrevendo zilhões de coisas sobre todos os meus blogs favoritos, mas com a minha filhota de quatro patas dodói, o dia hoje está super corrido, e eu vou ficar por aqui.

Aguardo ansiosamente o Blog Day de 2014, para poder falar um pouco mais sobre mais blogs que eu curto! ;D

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12/07/2010 Volta, mundo blogueiro?

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Eu não ia escrever nada a esse respeito, porque sou uma das pessoas que mais andam afastadas do chamado “Mundo Blogueiro”. Mas algumas amigas escreveram coisas que me instigaram a criar esse post aqui.

Quando criei meu primeiro blog, lá em (pasmem) 1999, o objetivo era não ter objetivo. Naquela época, ninguém criava um blog pensando em falar especificamente sobre jornalismo, atualidades, moda, ou o que quer que fosse. No início, os blogs eram apenas weblogs (como bem lembrado pela amiga Mariana), um lugar para se registrar as coisas que aconteciam no nosso dia-a-dia.

O meu dia-a-dia não era muito interessante naquela época. Eu ficava acordada a madrugada inteira para poder usar a Internet discada, acabava dormindo pela maior parte do dia, e passava a tarde escrevendo, jogando, assistindo animes, lendo livros, etc… Então, eu gostava de devanear. Eu filosofava, discutia a vida, falava sobre formas de agir, formas de pensar, e gostava de expor a minha visão a respeito das coisas. Mas esse era o meu jeito de usar o meu blog. Muitas pessoas deixavam de visitar, ou comentar, reclamando que eu escrevia muito. Para essas, sempre tinha o Fotolog.com, onde as minhas imagens sempre falaram mais do que as minhas palavras.

Mas mesmo tendo esse jeitinho pseudo-filosófico de escrever, sempre gostei de visitar aqueles blogs pessoais mesmo, onde as pessoas comentam coisas sobre o dia-a-dia. Não acho que falar sobre a sua vida seja uma coisa fútil, também não vejo quem gosta de ler esse tipo de coisa como fofoqueiro.

Vejamos por outro ponto de vista.

Você entra em contato com uma amiga e pergunta como vão as coisas. Ela te responde contando os casos do último final de semana, você dá a sua opinião, passam horas no telefone/msn/orkut/o-que-for, discutem, brigam, riem. Isso, minha gente, não é fofoca. Isso é interação. Saber o que aconteceu no final de semana da sua amiga, não faz de você uma fofoqueira, tampouco vai torná-la menos culta.

E para você que acha que ficar sabendo dos pensamentos, sonhos, opiniões e ideias de outras pessoas é uma coisa fútil e não vai acrescentar em nada na sua vida, fique sabendo que tenho muita pena de você. Sim, porque a personalidade humana é desenvolvida dessa forma. Nós somos um emaranhado de tudo que vemos, vivemos, experimentamos e presenciamos. Ter contato com outras pessoas, suas vidas e suas opiniões, é uma parte importantíssima desse processo. E se você se recusa a ter esse tipo de experiência, só posso vê-lo como alguém sem personalidade, ou com uma personalidade tão frágil, que seria possível manipulá-la sem qualquer esforço. E eu tenho pena desse tipo de gente que enche a Internet hoje em dia, porque isso sim é ser superficial.

Antes que me atirem pedras, vou deixar bem claro que não tenho nada contra os blogs “comerciais”. Ou seja, aqueles blogs que estão aí só para fazer propaganda de produtos, ou falar de alguma coisa porque está ganhando um por fora para isso. Nada contra mesmo. Acho que cada um transforma o seu blog no que bem entender. Essas pessoas só não devem esperar pela minha audiência. Já deixei de visitar muitos blogs que antes visitava com frequência, porque eles viraram vitrine. Quando eu estou a fim de ver vitrine, até procuro por esses blogs e dou uma olhadinha, mas jamais deixo um comentário. Afinal, vitrine é para ver. Vou comentar o que?

Em compensação, há muitos blogs por aí que falam sobre coisas que eu não gosto (como moda, beleza, etc), mas com conteúdo construtivo. Não são meras vitrines. São blogs que expressam a opinião de quem os escreve – e com uma opinião muito bem formada, por sinal. E admito que essas pessoas têm um jeito agradável de escrever, mesmo que eu não goste do tipo de assunto tratado por eles.

Mas então, que raio de “mundo blogueiro” é esse que você quer que volte?

Nenhum! Eu costumava acompanhar blogs de pessoas muito legais, pessoas criativas, cheias de personalidade, que me encantavam com cada uma de suas palavras. Mas as pessoas crescem, mudam, adquirem outras prioridades. Não seria a mesma coisa se essas pessoas voltassem a escrever agora como escreviam antigamente. Se elas pudessem escrever, mesmo que lá uma vez ou outra, dando notícias de como estão em suas vidas agora, eu me sentiriam muito feliz. Da mesma forma, continuo acompanhando blogs de pessoas que não largaram esse hábito, e que admiro muito. Não porque escrevem sobre as tendências da estação, ou porque falam dos últimos lançamentos de alguma marca (embora elas façam isso às vezes), mas porque o fato delas falarem sobre suas vidas me permitiu conhecê-las, e me identifico com elas por isso.

Portanto, eu não quero que o “mundo blogueiro” volte. Não aquele “mundo blogueiro”. Eu quero que as pessoas tenham a oportunidade de lembrar daqueles tempos, de conhecer esse jeitinho todo pessoal de falar sobre as coisas, e que reinventem suas formas de se expressar. Não tem como ser o que era antigamente. A Internet ganhou proporções onde, tudo o que se fala, é analisado e julgado por milhões de “expectadores” no mundo inteiro, em tempo real. Nem todo mundo está disposto a falar o que pensa diante dessa pressão. Eu não culpo as pessoas por isso. Mas me deixaria muito feliz se elas aprendessem que ter opinião não machuca, e os blogueiros que não se intimidam com isso ajudam bastante.

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