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20/08/2010 Uma observação sobre Nárnia

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Estou lendo As Crônicas de Nárnia (finalmente) e venho observando coisas que não poderiam passar despercebidas por esse blog.

(sem Spoilers, pode ler)

Em 2005, quando “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” foi adaptado para o cinema pela Disney, tudo o que eu sabia a respeito de C.S. Lewis, era que o cara fora um grande amigo de Tolkien e, pelos boatos entre os meus amigos, era um excelente escritor também. Mas eu não fazia ideia do que era Nárnia, nem conhecia qualquer coisa a respeito da história. Tudo o que ouvia meus amigos dizerem era “você só precisa saber que C.S. Lewis era um dos melhores amigos de Tolkien, e escrevia tão bem quanto ele”. Logo, tendo lido “O Senhor dos Anéis” até quase a metade (infelizmente, ganhei a edição de colecionador, que é capa dura e cheio de trelelês, e não consegui ler até o final porque o livro é pesado demais e me dá uma dor horrível nas costas), e amando de paixão todo aquele mundo criado por Tolkien, eu não esperava menos daquele filme que estava prestes a estrear.

Mas havia outra coisa que meus amigos não paravam de comentar naquela época: “Só tenho medo porque é Disney” . Eu sei que não é generalizada a coisa, mas alguns dos meus amigos possuem uma aversão quase doentia a tudo o que é feito pela Disney. Enquanto eu me delicio com todos aqueles clássicos infantis, e nem me importo se a bruxa é sempre a velha má e feia, algumas pessoas que conheço preferem assistir propaganda eleitoral gratuita a ter que assistir filmes da Disney.

Entretanto, se tratava de uma obra de C.S. Lewis, um dos melhores amigos de Tolkien, e eles precisavam ir ao cinema conferir, mesmo que para isso tivessem que enfrentar longos minutos de Disney.

Eu sentei naquela sala de cinema e assisti o filme, do início ao fim, sentindo-me uma criança outra vez. Achei lindo, maravilhoso, fantástico, encantador. Eu ri de cada bobeirinha, e até me emocionei com as cenas mais tristes (mesmo que não tenha chorado, foi emocionante). Saí da sala de cinema renovada, querendo que o filme saísse logo em DVD pra poder alugar e fazer toda a minha família assistir também. Mas então, os amigos começaram a resmungar entre si “Como eu imaginava… A Disney estraga tudo mesmo! Tudo o que a Disney põe as mãos, vira filme infantil“.

Confesso que, ao ouvir aqueles comentários, guardei minhas opiniões para mim. Cheguei a pensar se não estava ficando boba, gostando de algo que havia sido considerado assim tão infantil, e passei alguns dias ouvindo aquelas críticas negativas sobre o filme, em silêncio. A reclamação geral era de que a Disney havia transformado uma obra prima da literatura, numa historinha meramente infantil.

Mas assim que saiu o DVD, eu adquiri o meu, e todos na minha família amaram. Até hoje, cinco anos depois, às vezes eu me sento com as minhas sobrinhas na sala para assistir Nárnia enquanto comemos brigadeiro, pipoca, e outras guloseimas. rsrs

Alguns anos depois, talvez pelo filme ter quase caído no esquecimento, o Submarino.com me agraciou com “As Crônicas de Nárnia”, volume único, por apenas R$ 14,99! Setecentos e cinquenta e uma páginas, por apenas R$ 14,99! Sim, eu comprei imediatamente, e mal acreditei quando peguei o livro em minhas mãos e descobri que era perfeito.

Mas, por vias do destino, acabei não lendo o livro assim que ele chegou. Eu estava empenhada fazendo alguma outra coisa e acabei deixando-o esquecido no meu armário de livros, junto com mais uma porção de volumes que esperam para serem desvendados. E por uma razão que somente os Deuses podem saber, no início dessa semana me deu uma vontade enorme e incontrolável de ler Nárnia.

E qual não foi minha surpresa quando, logo no índice, eu notei que o último livro (na verdade um apêndice) se chama “Três maneiras de escrever para crianças“? Aquele livro me intrigou, mas eu o ignorei a princípio e tentei me concentrar na ordem certa das coisas. Comecei então, a ler “As Crônicas de Nárnia”.

Logo no primeiro livro, eu já percebi o que iria acontecer adiante, mas foi somente quando cheguei no segundo livro, aquele que dá nome ao primeiro filme, que pude ter certeza das minhas desconfianças, e de tudo aquilo que o senhor Lewis vinha tentando me mostrar: Nárnia, nada mais é, do que uma história para crianças.

Sim, meus amigos. “As Crônicas de Nárnia” são um conjunto de contos infantis! E depois de ler “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, percebi que a Disney, na verdade, fez um verdadeiro milagre com a história. Porque os livros são tão finos e a linguagem é tão infantil, que me admira o fato deles terem conseguido criar um filme tão rico em detalhes! Pela primeira vez em toda minha vida, assisti um filme que tem uma história mais trabalhada e ampla do que o livro no qual foi baseado.

Nem preciso dizer que estou amando o livro! Eu, que sou apaixonada por histórias infantis, me sinto novamente uma criança desvendando esse mundo tão maravilhoso chamado Nárnia. Recomendo o livro de coração.

E para todos aqueles preconceituosos que não se dão o trabalho ler o livro antes de começar a fazer suas críticas infundadas, fica aqui essa lição! Da próxima vez que quiserem reclamar que Nárnia “virou uma historinha para crianças”, façam o favor de morrer, para poder reclamar com o C.S. Lewis em pessoa! =P

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02/02/2009 Formatura e Selo

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Esse final de semana (mais precisamente na sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2009) foi a Colação de Grau do meu namorado como psicólogo. E eu, toda orgulhosa e feliz, consegui convencer meu chefe de me deixar ir! =D

O Jeff não gosta de festas do tipo “vamos todos bonitos, engomadinhos e elegantes porque somos formandos e precisamos aparecer”, então decidiu não participar da festa. Só participou da Colação de Grau porque era a maneira mais fácil de conseguir o diploma sem ter que voltar muitas vezes ao campus da faculdade para resolver tudo.

Aline, Thabata, Flávia, Jeff e Patrícia
Aline, Thabata, Flávia, Jeff e Patrícia

E lá estava ele de terno (ou cosplay de Takumi, como preferirem), todo bonitão, enquanto eu e os pais dele procurávamos um lugar para nos sentar bem lá na frente, de forma que pudéssemos tirar fotos.

But, Murphy é um sujeito cheio de peripércias. Embora o Jeff também odeie sair em fotos (o que não é totalmente verdade, porque ele tem várias muito legais), tiramos algumas fotos chiquérrimas, para depois descobrirmos que o fotógrafo em questão cometeu um pequeno erro e perdeu algumas delas (como sou abençoada por Murphy e as fotos tiradas comigo quando vou a eventos sociais sempre desaparecem misteriosamente, é óbvio que eu já sei quais fotos foram perdidas),

Em todo caso, acabou sendo divertido! Especialmente quando ele me apresentou para um das colegas de faculdade e ela disse “Ah, então você é a Carla! Até hoje eu pensava que fosse uma criação da mente do Jeff, porque nunca ninguém te viu.”

Adorei conhecer a turma de que tanto ouvi falar nos últimos 4 anos e, embora tenha terminado, tenho certeza de que foi muito divertido para ele também.

Selo

Estou muitíssimo feliz porque dois amigos, o Phil do blog Dados Limpos, e a Mari do blog Letargia, indicaram meu blog para o selo “Olha que Blog Maneiro“, que recebo com muita honra!
E como tenho aqui nos meus favoritos alguns blogs de que realmente gosto, vou repassá-lo com muito orgulho também! =D

blog_maneiro

Como e por que?
A idéia surgiu no blog Olha Que Maneiro do Guilherme Bandeiras e ele oferece como premio uma caricatura do dono do blog que for indicado e conseguir que todas as 10 pessoas indicadas por ele dêem continuidade ao meme.

Como eu fiquei lisongeada com a indicação e não tenho tanto interesse na caricatura, estou dando continuidade ao meme, mas vou indicar todos aqueles que, na minha humilde opinião, são blogs muito bons.


Regras:

1 – Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”
2 – Poste o link do blog que te indicou
3 – Indique 10 blogs de sua preferência
4 – Avise seus indicados
5 – Publique as regras
6 – Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras
7 – Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação
8 – Só vale se todas as regras acima forem seguidas.

Blogs indicados:

Popnoid.comBlog da Mari, que é aprendiz de veterinária, loira com orgulho, inteligente pra caramba e tem uma língua (ou seriam dedos?) afiadíssima na hora de colocar a boca no trombone.

Cookies, Papel e Tinta – Blog da Irena, que é moradora de Manaus, fã da Jane Austen, ainda não sabe muito bem o que fazer da vida (embora tenha passado em dois vestibulares) e tem um jeito adorável de desenhar, que me deixa totalmente fã.

Veines-Noires – Blog da Bárbara, que é mineira, meio doida, fã de Star Wars, excelente webdesigner e sempre coloca dicas interessantíssimas e imperdíveis em seu blog.

Sustenido – Blog da Flá, que é canadense por opção, mas brasileira de coração, não quer ter filhos, adora seus quatro cachorros (como se fossem filhos), e leva a vida com um bom humor impressionante!

Saco de Filó – Blog do Marcelo, que é aqui da Nowhereland, professor na faculdade de Letras, elogiadíssimo pela minha querida amiga Ludy (e com razão) e tem um jeito crítico e bem humorado de escrever em seu blog, que eu realmente gostaria de ter mais tempo para ler e comentar.

Causas e Efeitos – Blog da Flá, que é carioca, webdesigner, já foi baixista e agora é vocalista de uma banda que toca músicas de anime, adora seus gatos e cachorros, é super inteligente e bem humorada, e faz layouts para o blog que me deixam encantada.

Blog da Baratinha – Blog da Dona Baratinha, uma pernambucana meio doidinha, que ama a filha e o marido, adora o Frevo e as coisas da sua terrinha, e tem um jeito muito engraçado de contar os casos da vida. Uma pena que não tenha tanto tempo para atualizar o blog.

Chamando o Coringa – Blog do Orochi, um nerd conterrâneo e amigo de longas datas, formado em Letras e, como ele mesmo se descreve “Professor por profissão, nerd por opção, louco por maioria de votos”. Usa o blog para falar um pouco de tudo, mas o lado nerd é sempre mais forte.

Mon Pense – Blog da Isabel, que é mãe da Carla, jogadora de MU, Sword of New World, FlyFF, Lineage e qualquer outro MMORPG que caia na mão dela. Adora animais (especialmente o cachorro preto chamado Toddy que tem em casa), é viciada em chocolate e escreve coisas que fazem a gente pensar.

– Todos aqueles blogs que eu visito com frequência e deixo comentários, incluindo o Dados Limpos e o Letargia, que são os blogs dos amigos que me indicaram. Porque eu não frequento blogs dos quais não gosto, então recomendo todos aos meus leitores.

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08/07/2008 Estante Virtual e Caos Criativo

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Procurando um bom livro?

Estava eu passeando pelo Plurk, quando li o comentário de uma amiga “hoje vendi o primeiro livro através da estante virtual” e nem preciso dizer que fiquei super curiosa pra saber como funciona.

A Estante Virtual é um site de venda criado por uma equipe de programadores, administradores e professores, com o objetivo de facilitar o comércio de livros usados pela Internet. Através dele, tem-se acesso a mais de 1.000 sebos em quase 200 cidades cadastradas em todo o território nacional. Ou seja, você não compra do site, mas através dele, o que lhe permite escolher o melhor sebo, com melhor preço, ou o livro que melhor se adapte ao seu gosto (ou bolso).

E se você tem livros em casa dos quais pensa em se desfazer, também pode cadastrá-los para venda através da Estante Virtual. É muito simples e, até onde eu sei, muito seguro também.

Caos! Caos! Enorme e paradoxal!

Só Sandman sabe (e como sabe) o quanto eu gosto de criar histórias. Aquela coisa toda de criar um personagem do nada (ou de um sonho ;) ) e ver ele ganhar vida, personalidade, características singulares ao longo de uma história que foi, literalmente, feita para ele.

E, sim, eu amo escrever! É uma das coisas que me dá mais prazer. Mas isso não significa, nem de longe, que eu sei escrever. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Além disso, ainda existe o problema do tempo. Eu sempre disse, e reafirmo, que o pai da criatividade é o ócio. Quando não se tem nada para fazer, inventa! Mas e quando você tem milhares de coisas para fazer? Eis a questão!

Depois que comecei a recriar Malina – porque reescrever seria uma mudança muito sutil – cheguei à conclusão de que o processo todo pode ser mais complicado do que parece. Idéias eu tenho aos montes. No trabalho, em casa, na academia, andando pela rua enquanto ouço meu MP3. O problema é colocar elas no papel da maneira correta.

Quando comecei a escrever, lá com meus 15 anos, eu não me preocupava com essas coisas. Simplesmente escrevia tudo o que vinha à cabeça, exatamente como vinha, e achava aquilo ótimo! Muito tempo depois, já com os meus 26 anos começando a pesar na coluna vertebral, eu leio aqueles textos e penso “O que eu tinha na cabeça pra escrever assim?”.

Agora, com um pouco mais de conhecimento (pouquinho mesmo), eu tenho plena consciência de que não sou capaz de criar uma boa história se não puder me concentrar o suficiente para imaginar e usar corretamente o português ao mesmo tempo.

Mas nos últimos dias, eu tenho a sensação de que é impossível. Porque, no momento em que vem a inspiração para escrever algo realmente empolgante, toca o telefone, alguém me chama, ou alguém chega de repente e eu preciso fingir que estou trabalhando (Sim, eu escrevo no trabalho quando não tem mais nada para fazer. Mas não posso deixar as colegas saberem disso, senão elas me arrumam o que fazer rapidinho ¬¬). E quando eu vou continuar escrevendo depois da interrupção, preciso reler a maior parte do que tinha escrito antes, ou acabo colocando coisas que não têm nada a ver com a situação.

Preciso ser grata pela existência de uma amiga paciente, compreensiva, e conhecedora do bom português, que se disponibilizou a ler as minhas histórias e corrijir cada um dos errinhos de português, de continuação, de cronologia, etc… Né, Ludy!? :D

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